Demônia

Janeiro 20, 2010

Demônia,
Me demoliu
Demônia, não demora
Come logo meus pedaços
Cospe meu coração fora

Demônia
Coisa linda do inferno
Misto de bossa e ‘roquenrrol’
É tudo que agora eu quero
Fogo, dança… arrasou!

Demônia,
Me domina
Que eu sei que vou sofrer
Mas eu sofro, é minha sina
Pro inferno com você

Demônia,
Coisa ruim
Ruim demais pra ser verdade
Desgraçada de tão boa
Ô Demônia
Me invade.

Demônia…
Demônia…
Demônia…

Ô Demônia,
Não demora
Nem comigo se preocupa,

Se eu quero ir pro inferno
O problema é todo meu.
Sua, só é a culpa.

Aos Poetas

Janeiro 18, 2010

Invejo os poetas,
Que transformam as palavras em doces,
Em féu e vinho.
Que matam, embriagam ou adocicam a vida.

Invejo os poetas,
Que ao caminhar, observam o banal e o óbvio,
Com suas lentes da mente e do coração,
Escrevem o que todos falam,
O que todos vivem, de forma extraordinária.

Odeio os poetas,
Que, embora saibam fazer tudo isso,
Muitas vezes, não consigam amar.
Talvez amem demais. Ou de menos.

Odeio os poetas, que, sendo poetas, e não eu,
Só escrevem e brincam (com as palavras),
Por que a vida, para eles, já não tem mais graça.

Imito, sem sucesso, os poetas,
Escrevo, observo, vivo, brinco. Mais nada.
Não transformo nada em nada (nem as palavras).
Somente finjo ser um fingidor,
E, na dor, nada posso fazer,
A não ser…

Amar os poetas!

Hello world!

Janeiro 18, 2010

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